Extrema: Profissionais da beleza fazem manifesto visando conseguir liberdade para voltar às atividades

Redação - Cláudio Coutinho12 de abril de 20219min0
Diversos profissionais do setor da beleza foram até a prefeitura e posteriormente até a câmara para tentar conseguir junto as autoridades o retorno às suas atividades

Na manhã desta segunda feira (12.04) um grupo formado por profissionais que tem sua atividade no setor da beleza no município de Extrema realizou um movimento com a intenção de conseguir junto ao prefeito a autorização para retornar aos trabalhos.

Entre os profissionais muitos que usaram a palavra puderam expressar a situação grave em que se encontram por não poder trabalhar devido ao decreto municipal em vigor que proíbe toda e qualquer atividade em diversos estabelecimentos da cidade entre eles o setor da beleza. Entre elas uma mãe desesperada porque não está com seguindo dar o sustento aos filhos por não poder exerce sua atividade e que provoca a falta de receita. Além da questão do sustento da família, as questões como alugueis dos pontos, pagamento das taxas de água, luz, telefone, etc., acabam por limitar ainda mais a sua capacidade de sobreviver.

Encontro com o prefeito

O senhor Max que aparentemente liderou o movimento e conseguiu ser atendido pelo prefeito não quis falar com nossa reportagem sobre os detalhes da conversa. Ele usou a palavra no espaço externo anexo a Câmara Municipal onde os profissionais se reuniram e explicou aos presentes que o prefeito não colocou nenhuma objeção e que o executivo não pode aplicar quaisquer tipos de sanções e que esse tipo de ação deve ser feita pelo governo do Estado e Minas Gerais que determinou o lockdown. Ele declarou ainda que o prefeito não se posicionou com relação ao caso e nem opinou se era para manter fechadas as portas ou se poderiam abrir. Segundo o senhor Max falou aos presentes todos poderiam retornar as suas atividades, desde que respeitadas as regras protocolares com os cuidados que o momento da pandemia exige e que não haveria quaisquer tipos de sansões para aqueles que estiverem trabalhando obedecendo as questões de distanciamento como uso obrigatório de mascaras para eles e para os clientes, a permanência de uma pessoa de cada vez sendo atendidas, as portas semicerradas (ou uso de fita limitadora), uso de álcool gel, etc.

Os vereadores

Após a conversa com o prefeito os profissionais puderam conversar com alguns vereadores e apresentar a eles as suas reivindicações e obtiveram a promessa de que eles fariam um requerimento que seria encaminhado ao chefe do executivo no sentido de atender as necessidades apresentadas por eles. Marcaram presença no encontro os vereadores Carlos Henrique de Paula (Carlão – PSD), Péricle Mazzi (Pepi – PSDB) Luiz Fernando Ferreira (Mantega – PSDB).

Carlão falou a nossa reportagem declarando apoiar a iniciativa dos profissionais de beleza e que estaria hipotecando o apoio dentro do que a lei permite aos legisladores e que estará sempre ao lado da população em temas que sejam de importância social e econômica. Ele colocou o seu gabinete a disposição não somente dos profissionais de beleza, como também de outros setores de atividades que precisem do apoio dele como legislador para levar as reinvindicações junto ao executivo.

Para o vereador Pepi já que existe um lockdown nesse momento grave o executivo deveria destinar um subsidio para os profissionais que estão com seus estabelecimentos fechados e que não tem como auferir receita para o sustento das famílias.

Um pouco mais contundente o vereador Mantega falou a nossa reportagem após o encerramento do movimento. Ele apoia o manifesto e também se coloca a disposição de todos os setores para ouvir as suas necessidades. Perguntado sobre o percentual de leitos de UTI disponíveis para atender a população ele não quis afirmar se os números apresentados pela administração estão corretos. Ele declarou que “alguns de nós vereadores tentamos ter acesso a informação quando fomos conversar com a secretaria de saúde e infelizmente não pudemos obter as informações que buscamos e de certa forma fomos até ignorados por ela”, e, além disso, continuou “o que temos diante de nós são muitas reclamações de familiares de pacientes que estão na fila de espera por uma vaga na UTI para poder cuidar de seus entes queridos e infelizmente não estão sendo atendidos” e finalizou deixando claro que em seu modo de ver a situação é realmente grave e alguma coisa tem que ser feita pela administração.

A vereadora Telma Maciel – PSL, também esteve presente, mas por questões éticas procuramos não ouvir sua palavra uma vez que ela é também profissional do setor de beleza e poderia haver má interpretação caso se pronunciasse em defesa da categoria.

Vereador Walderrama

Ainda sobre os vereadores, uma profissional usou a palavra para dizer que se sentiu humilhada pelas palavras do vereador Sidney Soares Carvalho (Walderrama – DEM), atual presidente do legislativo. Segundo ela algumas horas antes ele teria sido rude em sua forma de se dirigir aos profissionais presentes e também teria declarado que caso o prefeito autorizasse o retorno das atividades dos profissionais de beleza ele poderia sofrer até cassação do mandato, no que foi desmentido pela Dra. Patrícia Guedes que se fez presente ao encontro. Ela falou para nossa reportagem que em sua opinião “não que o prefeito esteja abaixo do governador ou dependa do governador, porém ele poderia sim fazer um decreto regulamentando a situação e esclarecendo que mesmo com base nos números confirmados com o fechamento do comércio essencial não houve diminuição dos casos de contaminação pelo Covid 19 no município e autorizar o funcionamento do setor ou do comércio como um todo, sem desrespeitar a lei decretada pelo governador, informando que a economia do município foi afetada sobremaneira, com pessoas paralisando suas atividades, outras sendo mandadas embora do emprego, pois os comerciantes não estão conseguindo honrar seus compromissos e nem pagar os salários de seus funcionários. Isso daria a ele a oportunidade de complementar o decreto da ‘onda roxa’ explicando que o ato é fundamentado na situação caótica da economia. Agora caso ele não comprove os dados sobre a difícil situação na economia do município aí sim o Estado pode entrar com uma ação determinando que ele cumpra o decreto da ‘onda roxa’, finalizou.

Voltando ao trabalho

Desta forma ficou decidido no encontro que todos concordaram em retornar às atividades respeitando os protocolos necessários. Todos foram orientados pela liderança para no caso de serem fiscalizados ou recebessem a visita da policia militar ou da vigilância sanitária que fossem cordatos recebendo a todos com educação e provando que estão atuando dentro das exigências estabelecidas pelo protocolo que é exigido devido a pandemia e que não poderiam ser multados ou terem seus estabelecimentos fechados.

Redação - Cláudio Coutinho