Ministério da Saúde recebe pedido do vereador René Cursino solicitando a instalação de base regional para o tratamento de ELA

Redação - Cláudio Coutinho18 de maio de 20205min0
A base para tratamento da doença deve atender a todos os pacientes dos municípios que integram o corredor Sul de Minas Gerais.

Chegou ao gabinete do vice-presidente da Câmara de Extrema, René Cursino, ofício do Ministério da Saúde informando que foi cadastrado no Sistema Eletrônico da Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) o pedido para disponibilizar ponto de atendimento para as pessoas portadoras da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O oficio descreve ainda que o Ministério da Saúde emitiu um documento para a Regional de Saúde em Pouso Alegre/MG pedindo providências na priorização da oferta do serviço que hoje acontece somente na capital Belo Horizonte. A base para tratamento da doença deve atender todos os pacientes dos municípios que integram o corredor Sul de Minas Gerais, o que abrange Extrema.

Entenda o caso

René Cursino protocolou na diretoria assistencial do Hospital Júlia Kubitschek (HJK), em BH, ofício solicitando a construção de uma base de saúde especializada no atendimento aos pacientes da ELA. Na ocasião, o parlamentar foi recebido pelos assessores administrativo-assistenciais, Pedro Henrique Pimenta e César Augusto Nunes Costa, que explicaram o funcionamento e as prerrogativas de atendimento. René visitou ainda o gabinete do deputado estadual, Dalmo Ribeiro, na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), pedindo intervenção estadual para que a proposta saísse o mais rápido do papel e viesse beneficiar uma significativa parcela da população que precisa viajar mais de 500 km para receber o tratamento adequado. No documento René defendeu a proposta como prioritária para o sistema de saúde regional.

“A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença bastante grave e o paciente que precisa do tratamento só encontra em Belo Horizonte. De acordo com o Núcleo de Gestão da Superintendência Regional de Saúde de Pouso Alegre, o Sul de Minas contabiliza um grande número de pacientes que passam pelo tratamento. Como não há cura para a enfermidade, as pessoas perdem progressivamente a capacidade funcional e de cuidar de si mesmas”, enfatizou o vice-presidente do Legislativo.

Na maioria dos casos a moléstia causa paralisia gradual e morte precoce como resultado da perda de capacidades cruciais, como falar, movimentar, engolir e até mesmo respirar. Situações de óbito podem ocorrer após três a cinco anos após o diagnóstico (caso o paciente não efetue corretamente o tratamento, além de depender do estágio da gravidade da doença) e cerca de somente 25% dos pacientes alcança maior longevidade após a descoberta da enfermidade. Os medicamentos e os tratamentos são apenas paliativos e ajudam a melhorar a qualidade de vida, além de retardar a evolução da doença, que inevitavelmente acontecerá em algum momento. “Como poder público devemos primar pela saúde pública. (…) É uma luta pela causa social, que assume ainda a melhoria na qualidade de vida dessa parcela da comunidade que tanto sofre com a doença e que necessita de amparo”, pontuou René. Ainda de acordo com o vereador, desde 2009 o Ministério da Saúde, por meio do SUS, oferece medicamentos gratuitos aos pacientes com essa doença.

René fortaleceu ainda o seu pedido diretamente ao diretor da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), Fábio Baccheretti Vitor, e à Secretaria de Estado de Saúde (SES). “O meu pedido para que seja oferecida uma base mais próxima está caminhando. Entrarei em contato novamente com o Ministério da Saúde e com a Regional Sul-mineira para acompanhar de perto esta conquista que é de todos nós”, finalizou.

Fonte: Ascom Câmara de Extrema

Redação - Cláudio Coutinho